pequena, incapaz, quebrada, sem esperança



Este espaço é como se fosse uma extensão do meu diário, o lugar que eu uso quando sinto que preciso compartilhar a minha dor na depressão e que pode ser a dor de alguém que passa por isso, mas não tem como dizer, perguntar ou tem medo/vergonha de dividir algo que precisa.

Hoje, depois de um bom tempo, me senti triste. Realmente triste. O dia todo. Senti vontade de dormir para esquecer a dor. E, ao contrário do que deveria, tomei um remédio para dormir, para que passasse mais rápido e, com fé, eu acordaria melhor e tomaria um cafezinho para despertar.

Mas a verdade é que acordei, tomei café e comi meus pãezinhos de quejo e não passou. Tudo o que eu quero voltar a dormir. Não tenho energia para abrir os olhos. Quero ficar aqui, largada no sofá, de pijama em uma sexta à noite. 

Não sei o que tem acontencido nos últimos dias, mas sinto que uma parte do meu coração está faltando. Tenho medo, como sempre, de não conseguir passar por isso. Medo de que se torne uma constante novamente na minha vida e que isso me torne uma pessoa sempre mais pesada do que eu era, diferente de todos os mais leves sorrisos que eu já distribuí.

Já passei por tantas coisas e sentimentos ao longo dos últimos anos, que não sei se aguento mais uma queda, mais um fundo do poço, mais dias de tristeza e/ou apatia. Acredito que nunca vou me livrar para desses medos, da solidão e das tristezas sem razão aparente.

Do alto do meu privilégio, nada faz sentido quando sinto essa dor e a obrigação de preciar continuar. Quando me sinto pequena, incapaz, quebrada, sem esperança. Me sinto tão insignicante nesse mundo... É assim que eu aprendo que a saúde mental e a paz não se compram.

A depressão acontece na minha vida,
De um jeito que eu nunca escolheria viver
E, se eu pudesse, acredite;
Eu seria outra pessoa e escolheria a saúde mental no topo de tudo.

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