Atualização: um mês morando sozinha




Rio de Janeiro, RJ
 27 de junho de 2022 


Pouco mais de um mês após estar morando sozinha, posso te dizer que as coisas melhoraram. 
O crescimento que eu tive neste último mês e meio é imensurável! 

Todo o tempo que fiquei – e ainda fico – sozinha, me ajuda a pensar sobre mim, sobre quem é a Grazielle de 2022. 
A Grazielle em carreira solo novamente. 

É incrível saber todas as coisas que você não é, já que o que somos, está em constante evolução.
Sair, fazer novos amigos, sentir tanta vontade de viver, que você se vê no metrô apenas com uma vaga ideia de onde ir, mas sem certeza de qual estação parar e decidir ali, enquanto seu coração bate mais forte.

Todos os dias eu trabalho, ouço músicas na altura que quiser, vejo séries até de madrugada.
 E, quase todos os dias, eu subo para o terraço do prédio e assisto o pôr-do-sol.
Uma grande conquista para uma grande parte de mim, que ama tanto a natureza.

Quando sinto falta de alguém para conversar, eu ligo.
Quando a solidão bate, eu abraço meus sentimentos e procuro um abraço receptivo, que acolha minhas lágrimas e entenda pelo que estou passando.
É como recarregar as energias para conseguir continuar vivendo bem.

A ansiedade que me ocupava durante todo o dia, por vários dias, sem trégua, hoje acontece em momentos pontuais - diria até que normal, considerando o serzinho ansioso que sou.
Aquela vontade de dormir para conseguir viver?
Nem vejo mais!
Sono por aqui voltou a ser apenas durante à noite.

A parte chata é que estou gripada, com tosse e dor de garganta e não tenho aquele dengo de alguém me cuidar. É uma experiência nova dar tapinhas nas minhas próprias costas e me dizer para ficar bem.
Mas, mesmo essa situação, não deixa de me entregar mais aprendizado e a confiança de não poder depender de ninguém.

Aprender a contar consigo mesmo, é o maior presente que você pode ganhar ao viver só.

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