MEU CAMINHO ATÉ A PSICOLOGIA





Por: Clara Borges

Eu já quis ser várias coisas durante a minha vida, já quis exercer várias profissões, entre elas, professora, paleontóloga, cantora e por aí vai. Quando eu entrei no primeiro ano do Ensino Médio, eu tinha plena convicção de que faria Medicina e me especializaria em Pediatria, pois sempre adorei bebês e crianças e tinha tido uma ótima pediatra na minha infância. Ser médica e cuidar dos outros era algo que eu "sabia" que ia acontecer. Tanto que quando aparecem aquelas "lembranças do facebook", entre as do ano de 2016, sempre vem uma e/ou outra sobre essa carreira. Aliás, foi uma dessas lembranças que me inspirou a escrever este texto.

Meses atrás eu fui dar uma olhada nas lembranças do dia quando apareceu uma publicação de uma página que eu havia compartilhado em que está escrito "Por que você quer fazer Medicina?" e que eu tinha escrito como resposta "Simplesmente porque meu coração bate para cuidar de outros coraçãozinhos". E aí, diante disso, eu parei para refletir em como eu havia mudado, em como a minha certeza na Pediatria foi se desfazendo, foi virando pó, enquanto outra profissão, melhor dizendo, o meu verdadeiro dom foi crescendo dentro de mim, a Psicologia.

Eu fui entendendo que talvez a minha vontade de ser médica pediatra era porque a profissão sempre me causou uma admiração muito grande, um calor no coração. Era porque eu achava lindo o trabalho desses profissionais. Mas quando a idéia e a vontade ser psicóloga foi crescendo mais e mais dentro de mim, eu fui compreendendo que é que era isso que fazia meus olhos brilharem não só de admiração, mas de um sentimento mais forte, era isso que não só trazia um calor para o meu coração, mas o fazia pegar fogo, fazia-o pulsar de verdade.

Só que por mais que o amor pela Psicologia existisse dentro de mim, por meus pais não aceitarem inicialmente essa minha escolha, eu encontrei outra profissão que eu também admirava e em que eu podia lidar com crianças. Foi no final de 2017, enquanto eu estava assistindo Teleton no SBT e vi uma fisioterapeuta falando, que começou a passar pela a minha cabeça a ideia de fazer Fisioterapia.

Fui e contei para minha mãe sobre isso que eu estava pensando e ela super ficou empolgada e contente. Além disso, um fator que também pesava na balança a favor da minha graduação nesse curso, foi ter a opção de fazê-lo na faculdade federal de minha cidade, enquanto Psicologia era e ainda é apenas disponível na instituição particular.

E aí, eu fui seguindo falando que fazia fisioterapia e que posteriormente, quando pudesse me bancar, cursaria a minha psico. Só que não adianta, quando a gente nasce e descobre o que nasceu para fazer na vida, não tem como fugir daquilo ou enterrar e ignorar. Não tem como fingir que dá pra seguir a vida numa boa quando tem um sonho e um dom palpitando e crescendo dentro de você. Então, sem saber explicar direito quando e como foi, Fisioterapia deixou de ser a minha primeira opção e vagamente era uma opção, porque a Psicologia já havia incendiado dentro de mim. Depois de muitas pedras no meu último ano no colégio, prestei o vestibular da faculdade particular e... PASSEI!!!!

Parece que as peças foram se encaixando e as coisas foram se encaminhando para que eu pudesse cursar o que eu realmente queria. Meus pais passaram a aceitar cada vez mais e ficaram muito felizes e orgulhosos com a minha aprovação. Apesar de o curso ser pago, consegui um desconto que ajuda na hora de desembolsar a grana em toda mensalidade. E assim, Deus foi cuidando de tudo, como Ele sempre fez e sempre fará.

Hoje, eu faço Psicologia e te digo, com toda certeza existente dentro de mim, é por total amor, é por saber que esse é o meu dom, é por não me enxergar fazendo nada além disso na vida, é por encontrar nesse curso a minha realização, não só profissional, como também pessoal. Eu confesso, que teve uns dias que cheguei a ter um pouco medo de quebrar a cara quando chegasse lá na frente, de me desapontar e ver que aquilo não era pra mim. Mas esse medo deu espaço à certeza de estar cursando o que eu nasci para fazer.

Então, o que eu respondi naquele post anos atrás sobre porque eu queria fazer medicina, era uma resposta verdadeira, só que eu havia dito ela para o curso errado. Eu realmente sinto que o meu coração bate para cuidar de outros corações, e também de outras mentes, mas não como médica e sim como PSICÓLOGA.



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