Você se compara a alguém?



Minha querida Psi, Nicole e eu, batemos um papo hoje sobre o que me deixou mal nas últimas semanas e me fez escrever uns textinhos desagradáveis. Veja bem, desagradáveis para mim, que vinha nadando - metaforicamente - numa maré tão boa, que não estava mais sabendo lidar com os meus pensamentos negativos mais e, por isso, talvez até tenha machucado alguém no meio do caminho.

E o que eu descobri?
Descobri algo que eu não conseguia admitir para mim mesma. E essa é a mágica da terapia, meus anjxs! Eu me vi, em meio a confissões, que eu estava me comparando com algumas pessoas. Isso já é tão automático na minha vida passada pré-Rio, que eu nem cogitei que seria esse o problema de todo meu mau humor ou das minhas crises de choro.

Eu tenho um pequeno probleminha chamado "você pode falar qualquer coisa, que eu não vou te ouvir; mas se minha psicóloga ou meu psiquiatra falarem, aí eu ouço sim". E junto com a minha psicóloga, essa descoberta foi tão natural, que nossa, meninxs, eu me vi, no caminho de volta, depois da sessão, já sendo capaz de me encontrar de novo.

A Nicole falou mais ou menos assim:
- Grazielle, tudo tem seu tempo e o tempo de cada um é diferente.
- Poxa, mas meu tempo não chega nunca, né?
- Mas você só está olhando para as qualidades dessas pessoas. E os defeitos? E os que elas já passaram na vida? Vocês não passaram pelas mesmas coisas. Cada um é diferente.
- Eu olho os defeitos sim, mas deixo eles debaixo do tapete!
- Mas hoje você tá de birra, né?
- Pois é, parei de pirraça!

O bate-papo também girou em torno do meu aniversário:
- Olha o tanto de pessoas que foram te prestigiar, que costumam passar o domingo em família, mas você só está olhando pra quem não foi ou não lembrou de enviar uma mensagem, porque são pessoas e pessoas esquecem!
- Tá, é verdade! Mas eu queria essas pessoas!
Ela sorriu.
- Nicole, eu não quero ser essa pessoa pessimista, eu não gosto dela, me traz de volta!!!
- Essa pessoa está dentro de você e você já sabe, porque ela já apareceu. Você só precisa se conectar com ela de novo.

E sei lá, talvez eu até tenha me conectado depois dessa conversa,
Talvez a chavinha tenha virado,
Tenha dito que eu sou tão única, que me reencontrei nessa imensidão de mim.

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