Vá em paz

eu mesma, lá na Lagoa, pedindo mais amor, por favor <3

Vá, 2018, vá em paz.
Vá, sabendo que você foi um ano muito insano,
Vá, e tenha a certeza que tudo o que você deixou, foram aprendizados.

2018, você foi o ano capaz de me levar aos piores lugares,
Mas também de me elevar no seu  máximo.

Eu chorei loucamente,
Pedi e recebi perdão,
Mas há aqueles que magoei e que, por opção, resolveram se afastar; e está tudo bem.

Ainda me chateio com a incompreensão de algumas pessoas sobre mim,
Mas nada me é mais satisfatório do que abraçar aqueles que eu entendo e que me entendem também.

Eu sorri até a barriga doer,
Até ficar sem ar e, só,
Entrei no mar para me limpar, para me abrigar.

Eu amaldiçoei a vida, reclamei muito e, novamente, chorei.
Mas eu agradeci por estar aqui, eu sorri em meio ao caos, e não fiz tempestades torrenciais em xícaras de café.

Café, meu anjo, como você entrou em minhas veias,
Meus amigos,
Transformou meu eu e me deu várias azias, mas está tudo bem, tá? Ainda somos parças.

Parças foi o que o olho do furacão me trouxe.
Pessoas que me abraçaram como nunca,
Me protegeram, me entregaram partes dos seus "eus".

Por falar em "eus", encontrei meu "eu", há muito perdido por aí,
Perdidos em cidades, esquinas, pessoas e maus tratos.

Me encontrei em meio aos remédios do Dr. Sérgio - uma figura paterna lindíssima -, mensalmente
E à compreensão e abraços da Nicole,
Durante cada sessão de segunda-feira, com muita gratidão.

Recebi pessoas que iluminaram meu olhar sobre a vida,
Me marcaram de forma permanente, como uma tatuagem na alma.

Como pode ver, 2018 foi um ano intenso.
Eu poderia dizer que ele foi horrível, o pior da minha vida,
Mas eu escolhi dizer que ele foi lindo e incrível e transformador.

Por isso,
Vá com as pazes feitas comigo, 2018.

Um brinde à 2019!

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